Galeria de Maestros

Os nomes que deram forma à identidade sonora da orquestra

Roberto Tibiriçá

Atual diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná desde 2022.

Natural de São Paulo, Tibiriçá começou na música como pianista e, mais tarde, estudou regência com o maestro Eleazar de Carvalho, com quem atuou por cerca de 18 anos. Também foi diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB-RJ), no fim da década de 1990. Assumiu a direção artística e regência titular da Orquestra Sinfônica Petrobras Pró-Música (atual OPES – Orquestra Petrobras Sinfônica). Alguns anos depois, foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Stefan Geiger

Maestro titular entre 2016 e 2020.

Alemão de Hamburgo, Geiger teve participação fundamental na criação do Instituto de Apoio a Orquestra Sinfônica do Paraná.

Iniciou sua formação musical no trombone, orientado pelo irmão mais velho. Com apoio da Fundação Alemã de Bolsas Escolares, atuou como trombonista solo na Bayerische Staatsoper e posteriormente na Elbphilharmonie Orchester.

Depois de se formar em direção musical, foi diretor artístico da Landesjugendorchester Bremen e trabalhou também com a orquestra da Hochschule für Künste Bremen. Na OSP, iniciou o trabalho após ser escolhido pelos próprios músicos, que o conheceram pela vibrante atuação como regente convidado em suas apresentações.

Sua direção foi marcada pela intensificação dos ensaios com o intuito de extrair o máximo da orquestra.

Osvaldo Ferreira

Maestro titular da OSP de 2011 a 2014.

Seu trabalho na OSP é reconhecido pelo caráter pioneiro, principalmente em levar as apresentações da orquestra para além das salas de concerto tradicionais, promovendo apresentações fora da capital. Também foi bem-sucedido o seu projeto de apresentações mensais voltados a crianças, que teve sessões lotadas no Guaíra.

Natural de Paços de Brandão (Portugal), Ferreira formou-se em violino pelo Conservatório de Música do Porto, fez mestrado em Direção de Orquestra, em Chicago, e pós-graduação no Conservatório de São Petersburgo. Foi considerado o mais jovem maestro do seu país a ter reconhecimento internacional.

Alessandro Sangiorgi

Maestro titular entre 2002 e 2010.

Italiano de Ferrara, Alessandro Sangiorgi construiu sólida carreira internacional, atuando no Brasil e em diversos países da Europa e do Oriente Médio. Em solo brasileiro, iniciou suas atividades em 1990 no Teatro Municipal de São Paulo, transferindo-se em seguida para o Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Formado em piano pelo Conservatório de Milão e especializado em composição e regência, foi reconhecido na Itália com o título de Cavaliere dell’Ordine della Solidarietà pelos méritos artísticos obtidos no exterior.

À frente da Orquestra Sinfônica do Paraná, destacou-se pela ampliação do repertório e pela realização de estreias mundiais. Também regeu outros importantes conjuntos, como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e a Orquestra Sinfônica da Bahia.

Jamil Maluf

Maestro titular entre 2000 e 2002.

Formado em Regência Orquestral pela Escola Superior de Música de Detmold, na Alemanha, destacou-se como maestro, pianista e compositor. Nos anos 1990, criou a Orquestra Experimental de Repertório, que dirigiu por 24 anos. Também foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem do Teatro Municipal de São Paulo. À frente da OSP, apresentou um trabalho inovador voltado à ampliação do público, incluindo, no programa, concertos com trilhas sonoras de cinema e a participação de solistas instrumentistas da música popular. Também foi regente da Orquestra Sinfônica de Piracicaba (SP), sua cidade natal.

Roberto Duarte

Maestro titular da OSP entre 1998 e 1999.

Com forte atuação na difusão da música nacional, especialmente da obra de Heitor Villa-Lobos, dirigiu importantes conjuntos ao longo da carreira, entre eles a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Petrobras Sinfônica, além de se apresentar como convidado em diversas orquestras no Brasil e no exterior.

Também teve destaque na trajetória como pesquisador e editor musical, sendo responsável por revisões críticas de obras de compositores brasileiros. Foi o regente do concerto de encerramento da OSP, em 1999, com uma homenagem a Villa-Lobos na passagem dos 40 anos de seu falecimento.

Osvaldo Colarusso

Foi maestro assistente no período de 1985 e 1990, assumindo como regente titular entre 1990 e 1998.

Nascido em São Paulo, em 1958, e radicado em Curitiba, estudou trompa e regência com Eleazar de Carvalho e aperfeiçoou-se na Accademia Chigiana, na Itália.

Ao longo da carreira, atuou como regente convidado de importantes orquestras do país e esteve por mais de uma década na Orquestra Sinfônica do Paraná, onde dirigiu centenas de concertos, óperas e balés. Também foi maestro do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo e acumulou mais de 500 concertos no repertório.

Além da regência, destacou-se como professor e produtor de programas de música clássica na Rádio Educativa do Paraná, mantendo atuação constante na difusão da música de concerto no Brasil.

Alceo Bocchino

Maestro fundador e primeiro titular da OSP, entre 1985 e 1990. Atual maestro emérito (in memorian).

Ocupante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Música, destacou-se como pianista, compositor, arranjador, professor e regente, sendo também um importante colaborador de Heitor Villa-Lobos. Ao longo da expressiva carreira, regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira e atuou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, além de participar da fundação e dirigir por 13 anos a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC (atual Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense).

Natural de Curitiba, formou-se em piano, harmonia e composição, pelo Conservatório Paranaense de Música. Também lecionou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, no Conservatório de Santos (SP) e na Escola de Música Villa-Lobos.

Veja também

A orquestra

Memória